quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

CORES

Branco é paz, sossego,
sem demonstrar sentimento.

Amarelo é luz
que cega e também induz.

Lilás incomum
que à espiritualidade conduz.

Azul é horizonte,
caminho distante com várias nuances.

Vermelho é flor,
coração indolor,
quente ao toque.

Verde é pátria,
natureza viva,
esperança eterna.

Preto é luto?
Preto é neutro?
Preto é condição?
Preto é desilusão?

Misturam-se cores,
formam-se paisagens,
mostram-se humores,
descartam-se rancores,
despertando amores...

8 comentários:

Anônimo disse...

Cor - Coragem - In Cor

Eu tenho namorado este post desde ontem.

Engraçado, Marinha, mas existem dias feitos, especialmente, para que não se tenha certeza de nada. Pensei isso, quando de vi O AZUL da céu de Ribeirão de dentro do meu carro. Gosto de dias assim, por mais contraditório que possa parecer, me fazem um bem danado.

Beijo

leve solto disse...

Amélie, concordo com vc, dependendo do dia ou momento encaro as cores de uma forma... Só o cinza que praticamente nunca admiro, odeio roupa cinza, céu cinza, cidades totalmente cinzas, muito concreto... Me deprime!

E quer saber, eu adoro ouvir o Caetano cantando "trem das cores" justamente no carro enquanto viajo...

Bjs e obrigada pela presença assídua..rs

Mara

Anônimo disse...

Mara (Vi você no "Plano Geral"):

Eu acho o cinzento tão admirável como todas as outras cores.

Cinzento é a côr do cérebro, do pensamento, da razão, da reflexão, da sobriedade, da ponderação; É a côr base que permite imaginar todas as outras, pintar de cores os prédios das cidades, vestir o vermelho, calçar o preto; Cinzento é a côr das pedras, da superfície lunar, das madrugadas mansas, da tranquilidade, a sombra sintética que todas as outras cores fazem quando se projectam no chão; Cinzento é a côr do pó e da cinza, do repouso, do descanso, do sono, daquilo que todos nós, um dia, seremos.

E ainda que assim não fosse, o cinzento continuaria admirável por ser o que é: cinzento e não haver nenhuma outra côr igual.

leve solto disse...

Mr. Almost,

faz tempo que observo seus comentários em alguns blogs... Interessantes, contundentes, "sem papas na língua", algumas vezes trazendo interrogações... enfim, seja bem vindo por aqui! Sinta-se em casa.

Ah, gosto muito do seu apelido!!

bj

Mara

PS.> Mais uma vez vc arrasou no comentário.... mas, eu continuo não gostando do cinza! rs

Patty Diphusa disse...

Oi Marinha, vambora pra Ribeirão?

Eu adoro cores, mas principalmente a combinação de cores. Quando viajo, gosto de prestar atenção em todos os tons de verde combinando com árvores vermelhas, amarelas, roxas, e o céu azul. Até o cinza tem um bom papel nessas combinações, às vezes ele dá a base para outras cores brilharem. Aliás, ele sempre faz isso.Gosto dele por conta disso, do desprendimento.
Bjs, volto logo.

Anônimo disse...

Ê Maroca,

Responde e-mail não? Tá de salto alto desde ontem?

Eu ia fazer um comentário aqui, mas, sob protesto por ter sido solenemente ignorado, acho que vou fazer lá na Patty, que tem até um arco-íris...

leve solto disse...

RM, eu já respondí seu e-mail, e faz tempo.... Pq não abre sua caixa no gmail??

Bj

Mara

ps.: agora pare de rebeldia!!!

Anônimo disse...

Ei Mara,

Chegou não, mas se você fala que respondeu eu é que preciso me desculpar pelo julgamento precipitado e "rebeldia" (milimetricamente calculada) injustificada.

Prá tentar me redimir (e arrumar confusão com a Patty; menina, uma hora a casa cai, heim?) vou comentar esse post que ficou justo, na medida e a sua cara.

Entre as muitas simbologias a que se presta o espectro de cores e, afinal, a luz, está uma que gosto muito, derivada da heráldica, dos brasões e das armas.

No escudo das nobres famílias o bleau (azul) simbolizava o zelo, a lealdade, a caridade, a justiça e a boa reputação. O sinople (verde) referenciava a esperança, a fé, a amizade e os bons serviços prestados. O sable (negro) indicava prudência, astúcia, rigor, honestidade, mas também tristeza.

Já falei por aí que acho a blogosfera essencialmente feminina;
nesses termos vou ficar com o pourpre (púrpura, quem sabe lilás) e sua representação da grandeza e da sabedoria elevada; e, com a carnação (rosa) que simbolizava o humanismo e a indulgência.

Acho que tem tudo a ver com o universo feminino, que muito me atrai...